segunda-feira, 14 de agosto de 2017

#metáforasviajantes

Vai assim um amigo enfermeiro  clamando
Com seu sarcasmo inaudito
Que nauseou a mente do aflito
Com talher indigesto apresentando!

Comer ilusões tem um tal preço elevado
Que alguns por elas tragados são
Não porque lhes caiam na mão
Mas antes pelo veneno atiçado!

Que a vetustez daqueles troncos despidos
Os penetre aprofundando sentidos
Onde nada nem nunca se sentiu

E nessa virginal e angelica metáfora
A minha pobre alma nua implora
A ida deles para o sítio que um dia os viu!

(Mariavaicomasoutras)

sábado, 12 de agosto de 2017

#ponteirosdeumqualquerrelogio

Saltitando assim caminhas
Deixando um rasto indelével
Que canseira o teu andar
Aos saltos e às voltinhas
Que até troco o meu olhar.

Dás as voltas no terreiro
Como se fosse a dançar
Até o tempo que passa
Por nós de qualquer maneira
Espera acordado ao luar
Suspirando a noite inteira.

Nem sei porque te admiro
Já que de ti nada espero.
Até acho que és um perigo
Para ser mesmo sincero.

Acabas piscando o olho
Ao par que sempre acompanhas
Prefiro o caminho que escolho
Às tuas vulgares artimanhas...


(Mariavaicomasoutras)
#colagensparasitoides

No antro de tanta e cíclica desgraça
Está sempre um cruel incendiário
Que vendo tudo virado ao contrário
Aproveita e fomenta o caos na praça.

Tendo a praça um odor quase académico
Onde se ensaiam e atiçam os discursos
Fazem-se infantis figurinhas de ursos
Em ambiente de sarcasmo quase endémico.

Uma enorme sede de poder por não o ter
Que está sempre qual cogumelo a renascer
Diz de imediato presente por ser a mais evidente.

Deixando em míseras cinzas a nobreza da tal ética
Com atitude virtuosa mas enormemente patética
Numa espécie de paródia num carnaval permanente.


(Mariavaicomasoutras)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

#oxalásejasempreassim

Ao entrar pela estreita porta
No reino dos oxalás
A única coisa mais certa
É a dúvida dos amanhãs

Será que adianta abrir
Um caminho sem retorno?
Às vezes mais vale sorrir
E meter o oxalá no forno.

Oxalá! Isso é  promessa?
Oxalá! Terá isso algum sentido?
Oxalá! Todo o mal nós dispensemos...

Que a dúvida só interessa
A quem nelas está metido?
Isso... todos nós já o sabemos!


(Mariavaicomasoutras)

domingo, 6 de agosto de 2017

#whatisart

Fazem-se tantas perguntas
Nas horas dos nossos dias
Algumas não têm respostas
Noutras largam-se heresias.

Mas afinal o que é arte?
Foi o que se questionou.
Talvez por ver em toda a parte
Tudo o que alguém criou!

Fiquemos então com esta
Que tenho para vos  dizer
Sobre o que a arte nos deu:

A arte é um sentimento de festa
A arte é uma forma de estar e de viver
Afinal tudo é arte e esta também sou eu!


(Mariavaicomasoutras)

sábado, 5 de agosto de 2017

#queosdiassejamassim

Não há dois dias sempre iguais
Entre o deitar e o acordar
Há pesadelos no sonhar
Que são manifestos sinais.

Fazemos triste o amanhecer
Num dia em que vivos estamos 
Então porque não lembramos
A alegria que é o de podermos viver?

Deixemos que o nevoeiro passe
Que das nuvens o sol se desenlace
Numa singela e natural harmonia.

E com canteiros cheios de flores a abrir
Dos lábios nos saia um franco sorrir
Sempre ao som de um proferido "Bom dia"!


(Mariavaicomasoutras)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

#acostaresiste

Deu à costa um tsunami
Num país sem igual
A costa virou-lhe as costas
Diz que a onda é irreal!

Tombam vidas, roubam-se armas
Ardem montados que restam
As comunicações têm falhas
E os lesados protestam

Rolam cabeças em secretarias
Por um qualquer motivo incrivel
A onda enrola há muitos dias
E a dívida cresce de modo temível.

Mas a costa nunca dará à costa  
Nem mostra o coração que fraqueja
E na evasão de um cansado discurso
Faz com que a erosão não se veja.


(Mariavaicomasoutras)